Não tenho pena
que é um sentimento de fraco pra fraco
Tenho asco
asco da sua fraqueza
asco
nunca miséricordia
Por mim morrerias
aqui
agora
Vai
Morre
que não és digno de viver
Verme
Ah o cheiro podre da inocência
O brilho nos olhos
daquela porra de esperança cega
Eu sou a serpente
Abra os olhos e veja a verdade
Perca essa inocencia inútil
que só te faz mal
que só te faz acreditar em historinhas
amorzinhos
Venha e veja.

Eu te desejo mal
eu quero ver tua carne aberta
o coração queimando em fogo
eu não perdôo
nunca
eu guardo o gosto azedo
só esperando a melhor hora em devolve-lo
cuspi-lo na tua cara
Vem e me enfrenta
que eu já não te amo mais Porra!
Vai que eu não ligo
continuo deitada de costas
ouvindo suas ameaças gritadas de nunca mais voltar
de nunca mais me olhar
de parar de me amar
mais eu olho no seus olhos e não sinto nada
e sussurro comigo
Grande Bosta
Vai que eu já não ligo

Tem esse tom de rancor
essas palavras que eu cuspo
é a mágoa o veneno no sangue
eu quero a vingança
quero minha parte nessa pena de morte.
Eu vi um cara
e ele era todo politizado
falava de artes e criticava o governo
Eu tive pena do cara
E não foi ele que optou por isso
foi escolhido, por que era um coitado
Por que não caberia em nenhuma outra
classificação
Ele era um coitado e criticava os ''fodões''
mais dava pra ver nos olhos dele
que se um dia ele fosse ''fodão'' (e como ele desejava)
Largava todo o discurso
e vivia aquilo tudo que ele tanto criticava
apenas por não poder ter
Pobre garoto
Pobre garoto I wanna Be
E ele continuou fingindo
que o mais importante era sua inteligência
sua displicência
e todas aquelas palavras dificeis que não dá pra entender
Enquanto olhava de longe por tras do óculos
a vida que ele realmente queria ter
Eu odeio gente que sabe de tudo
por que não existem
ninguém sabe de tudo
então quem se acha sabichão já sabe
Não passa de uma
Grande Bosta